quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Trem.


Tão desigual, tão relativo, tão injusto.
Penso nele, penso no que pode trazer,
No que não trouxe, no que irá trazer, quando irá trazer,
Como irá trazer, se irá trazer.
Espero, anseio, crio, queixo. E em lamentos,aguardei, guardei.
Mas ele é um trem com infinitos vagões,
E nenhum dos vagões trouxe o passageiro que esperava.
E partes de mim foram carregadas.
Meu anseio, minha esperança, minhas promessas,
Minha expectativa, minha ambição, minha pretensão,
Minha paciência, minha vontade...

E se perdi a vontade, de que adianta esperar o trem.
Cansado de acreditar, de pé na estação,
Com frio, fome e medo.
Chove, e o meu devaneio é carregado pela água.
E água me arrasta, não nado mais.
São só alucinações, o trem continua a passar,
Parar de esperar não vai antecipar,
Desconfio que o passageiro não embarcou,
Creio até que não existe, e de que adiantou esperar.
Talvez seja melhor pegá-lo,
Já que não traz, que me leve.

5 comentários:

bernard disse...

Isso foi comovente!!

me lenbra dias triste!!

Então vá la!

mariana disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Aquela Mariana disse...

vago(?)

bernard disse...

Pura viajens!!

minhas alucinações!!

tens que postar mais!!

As ideias fogem na hora!!


HUUGR.....

Sidereus Nuncius disse...

o primeiro comentario seu!
q EMOção
deveras, de uma forma ou de outra estamos sempre crescendo...nao sei se vc ainda vai crescer na vertical, mas na horizontal precisas com urgência...